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Blog 23/01/2012Categoria(s):   Comportamento e reflexões  

O amor de hoje em dia!

Lancei uma enquete no facebook postando : Que temática vocês gostariam de ver postado no blog Vitrine Mulher na categoria Comportamento e Reflexões?

Pediram para falar do amor plural e outro do amor hoje em dia.

Pensei: Nossa que tema difícil, dissecado por tantos, poetizados por poucos e sentidos por muitos. Mas ao mesmo tempo que temática ainda tão querida, bem vinda e ainda necessária, aliás hoje em dia mas que necessária, diria vital a nossa sociedade.

Falar do amor. Será que me atrevo? Estaria eu pronta para escrever sobre o amor, ou pelo menos madura enquanto personagem primária na escrita? Pensei então que se não estou totalmente pronta pelo menos vou registrar meu imaginário.

A temática é vasta. Decidi então nesta postagem seguir de acordo com o que for se delineando na minha mente, buscando os registros, abrindo o baú, lembrando as conversas, as sensações sentidas e vividas.

O amor hoje em dia! A que nos remete? A ele ou a falta dele? Ë necessário ou está se tornando um produto em extinção. Sim, atrevo-me a chamar de produto, pois está escasso. Alguns o sentem, outros os compram, ilusoriamente o adquirem. Não vem mais com paciência. Está rotulado. Ë cultural? Posso tocar nele? É uma energia vibrante ou apenas presente e estática? O que é o amor?

E visceral, necessário, cultuado, imposto?
É o meu retrato, meu espelho, meu reflexo?
É meu alimento, minha dieta, minha meta?
É minha necessidade ou minha mente que projeta?
É minha família, meus amigos, meu amor, meu trabalho, meu louvor?
E assim vou caminhando, abrindo caminhos no meu imaginário para saber que o amor.

E nada vem porque amor não se define, amor se sente, se arrepia, prende minha respiração quando vem com a paixão, vem com suavidade quando abraço aquele que amo apenas com minha doce bondade, vem com a saudade daquele que fez minha infância, que me abraçou na queda, que curou minhas feridas. Que acalentou meu sono na noite em que febril as lágrimas desciam quente sem entender o que sentia, apenas uma agonia e a mão da MÃE AMADA que ali estava me acalmava, tenra e paciente, amando aquela ser inocente que com seu amor me cobria e eu docemente dormia.

É o amor do castigo, que impõe seus limites e com ele aprendemos a não repetir os mal feitos e crescer bem feito.

É a queda no percurso da vida, que o PAI tenta evitar e não escutamos, teimamos e avante seguimos. No futuro rememoramos o que o AMOR DO PAI tentou nos ensinar e valor não deixamos validar.

É a chegada do filho. A emoção de ver o rosto sonhado, desejado. Ë a certeza que nossa vida ali começa, pois antes sem aquele SER nada era. É ver este filho crescer, florescer, andar, falar, sorrir, nos reconhecer. Será que um dia vai nos agradecer? Ë assim vai se formando o AMOR FRATERNAL, paciente e grande, reprimido e às vezes encolhido no escuro do quarto esperando a chegada do filho amado, preocupado.

É o amor dos filhos com os pais, que crescem e nos fazem herói, que se tornam adolescente e se afastam para procurar seus amores em outras vias e depois adultos voltam para os colos dos pais amados, um dia rejeitados e depois profundamente necessitados buscam a segurança sentida perdida na vala da vida, no gueto do improviso que pensou conhecer.

É o amor da paixão, do tesão, do “sem você não posso mais viver”. Da espera eletrizante que se choca na ausência e se arrefece com a presença do AMOR HOMEM X MULHER . Este amor que às vezes cultuado e semeado pode crescer e se feliz for, transformado no amor do companheiro, amigo e irmão. Do andar de mãos dadas em que tempo for mostrado a todos que ali existe o AMOR. Que cresceu, maturou, por tantas estradas andou e se ali chegou foi porque o AMOR vingou, com as curvas, derrapagens, subidas e descidas, mas na estrada da vida a semente fincou e a árvore agora frondosa se alimenta do MEU AMOR.

Não sei se defini, apenas senti e as letras se formaram e meu coração ditou as frases acima que sentidas fizeram as lágrimas cair e lembrar de um dos meus grandes amores, que não me viu crescer, pois ele se foi eu ainda tão pequena sem entender porque meu amado AVÔ tão cedo me deixou e na espera da sua volta com suas passas na caixa vermelha eu vou dividindo com todos que na minha vida chegam, dando este amor que me é possível, que aprendi e distribuindo as passas da caixa vermelha a quem o MEU AMOR quiser.

E assim vai se desenhando o AMOR, o meu, o seu, o nosso!!!

Beijos amorosos

Luciana Corrêa by Vitrine Mulher

Postado por Luciana Corrêa      3 pessoas comentaram essa postagem

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