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Blog 30/07/2012Categoria(s):   Comportamento e reflexões  

O barulho do silêncio

Estamos sendo de alguma forma sendo chamados ou convocados para mergulharmos em nós mesmos e aprendermos a nos ouvir. Enquanto o mundo explode literalmente, assustados acuamos com medo sem segurança de um amanhã ou mesmo de uma hora a mais. As noticias nos chegam rasgando nosso mundo, nosso planeta, nossas casas, lares. Estamos “pendurados” num acaso sem esperança. Tudo que acreditamos, pelo menos algumas vezes, temos a sensação que está ruindo. Por outro lado, a necessidade deste encontro conosco, parece inevitável. Encontrar este equilíbrio, já que não está no externo, tendemos a tentar no interno, no intrínseco, no nosso “self”.

E como achar este caminho? Quão longo é ele? Pela pouca experiência, acredito que longo, difícil e às vezes tortuoso. Porque nos encontrar, despidos, sem máscaras, pode ser surpreendentemente inusitado. Sempre nos vemos como perfeitos, heróis, retos e livres. E quando nos confrontamos sem amarras, às vezes nos deparamos com crianças assustadas, repetindo ciclos de erros, sem base, sem retorno.

Este caminho, independente de qualquer suporte profissional, ele é solitário, pois só você pode trilhar. Só você estará vendo a estrada, se segura, se tem penhascos, se chove, se tem sol. Ë de um silêncio ensurdecedor, pois há barulho no silêncio sim, e este barulho são as vozes da sua vida e das pessoas que fazem parte dela que ressoam no seu intimo, as imagens do passado que povoam sua mente, os fantasmas que voltam ao seu imaginário e como crianças tateando o escuro vamos descortinando o que se abre. Cada cortina, seu achado, seu reencontro. E neste processo vamos ao resgate do nosso “eu”. Se inteiro ou não, sem garantias. Saímos fortalecidos ou enfraquecidos? Não temos estas respostas. Porque não temos garantia que ao dar um mergulho, voltaremos inteiros. Este processo é único, pessoal e intransferível. Podemos dizer que fechamos um processo e o que podemos trazer é a tentativa de sermos melhores, pelo menos mais cônscios das nossas fraquezas e quem sabe fortalecidos porque qualquer que seja o encontro, sempre é melhor sabermos o que encontraremos do outro lado. O desconhecido pode assustar porque sempre o imaginamos maior do que ele pode vir a ser.

E então voltamos ao externo, às noticias, as surpresas. Bom para quem já se deparou consigo, acho que podemos levar em consideração que tudo é fluido, efêmero e passageiro, porque o é a nossa natureza pessoal e a natureza mãe, comprovadamente pelo que temos assistido diariamente.

Bom encontro com você mesmo caso você efetue esta opção e que o futuro lhe guarde boas e gratas surpresas.

Beijos


Luciana Corrêa by Vitrine Mulher

Postado por Luciana Corrêa      2 pessoas comentaram essa postagem

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