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Blog 07/01/2013Categoria(s):   Comportamento e reflexões  

Qual seria a diferença de Shakespeare do século XVI e século XXI?

O objeto deste conteúdo não será decortinar o famoso dramaturgo inglês Shakespeare, que viveu nos séculos XV e XVI e escreveu “A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, tornando a frase de um dos versos “To be or not to be, that’s the question” e em português “”Ser ou não, eis a questão” uma das mais faladas e interpretadas na nossa atualidade.

Cada escritor retrata sua época, sua cultura, suas angústias de acordo com seu cunho pessoal e de forma subjetiva. Comecei a divagar um pouco e talvez hoje este grande dramaturgo escreveria : Ter ou Ser, qual a decisão? E partindo então desta frase, começamos aqui a passear neste dilema do nosso século, bombardeados que somos no nosso cotidiano no estimulo ao consumo excessivo.

Nada somos se não temos. Nossa representação social é derivada da classe que pertencemos, dos bens que adquirimos, das roupas que vestimos, do carro que dirigimos, da importância atribuida ao trabalho que executamos, das redes sociais que participamos.

Uma incessante a crescente busca material das “especificadas” necessidades para atingir a meta do que é regido pela regra do “TER”, e neste caminho vamos trilhando uma corrida sem fim para nos sentirmos aceitos e inseridos neste contexto social e cultural.

As regras não são claras e não sendo óbvias vamos nos perdendo de nós mesmos, porque não sabendo quem somos, não encontramos nossa essência de “SER” para depois determinar o que devemos “TER”. Vamos às compras e com a felicidade estampada voltamos as nossas casas e ao chegarmos temos a sensação que falta alguma coisa. Que falta sentimos, que deixamos de obter, que lacuna se estabeleceu nas nossas existências? Cair na armadilha do eterno vazio preenchido pelo consumo e da não análise que existir é mais do que adquirir, juntar, entulhar. É se fazer inteiro, senhores da nossas próprias vidas, trilhar nas valas do pensar e depois, só depois estabelecer o que nos faz feliz. Se a bolsa de Prada que temos que ter, ou caminhar na praia de manhã cedo e sentir a brisa suave no nosso corpo saudável. Não que a bolsa não possa ser comprada por quem recursos tiver, mas não adianta ela no nosso closet se não temos dentro de nós, a carteira da certeza que somos antes de mais nada um “SER” e não um “TER”.

E seguindo nossa estrada vamos delineando nossas existências pautadas no ritmo social, mas devendo ter cuidado com que “nem tudo que reluz é ouro”.

Pensativamente,

Luciana Corrêa by Vitrine Mulher

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