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Blog 27/01/2013Categoria(s):   Comportamento e reflexões  

Ritmo de sobrevivente.

Como a maioria das postagens que hoje formam os conteúdos constantes neste blog, o de hoje não seria diferente. Elas sempre nascem das trocas e de observações estabelecida de uma forma curiosa e às vezes provocada.

Conversando com uma amiga e dividindo o que estávamos fazendo no nosso dia-a-dia ela comentou: “Estou num ritmo de sobrevivente”. Nesta hora a fiz repetir esta frase pedindo que ela se escutasse e soltamos uma grande gargalhada, porque na realidade é o que estamos fazendo, eu, ela, você que lê este texto.

De uma forma geral, com algumas alterações no cotidiano e/ou na semana de cada um, e a depender de cada estilo de vida temos um ritmo alucinado, ligados no automático assim que acordamos. Colocamos em nossas agendas um elenco de atividades diárias dignas de atletas, numa corrida insana, sem precedentes. Organização do lar com tudo que envolve esta gestão, supervisão aos filhos indo ao colégio e as demais atividades extra-curriculares, trabalho, reuniões, atendimento aos clientes, fornecedores, tentativa de ter alimentação saudável, exercícios físicos, cuidados estéticos, viagens, leituras variadas numa tentativa de se manter atualizada, tentar acompanhar a evolução da tecnologia que todo dia tem uma novidade, dar atenção aos amigos, companheiro, filhos, colegas de trabalho, checar os e-mails e responder todos sem exceção, enfim se fossemos levantar todas as possibilidades de atividades esta lista não teria fim. E neste ritmo quando finalmente chegamos em casa e ao final da noite conseguimos jogar nossos corpos na cama com a mente ainda acelerada tentamos relaxar e dormir pois no dia seguinte vamos começar tudo de novo.

O que concluiríamos nisso tudo se pudéssemos por um instante e de uma forma neutra ficar nos observando correndo de um lado para outro: provavelmente não nos reconheceríamos, pois talvez não identificássemos a conexão com a pessoa que projetamos para ser quando se tornássemos uma pessoa adulta e senhor(a) dos seus próprios atos.

Eu já tomei algumas decisões. Não ultrapasso mais os meus limites, pelo menos os que delimitei como razoáveis para tentar ter uma vida com um ritmo onde eu possa parar de vez em quando, respirar e resgatar os passos de uma pessoa que caminha numa estrada e não a que está correndo sempre 100 mts rasos, porque hoje eu não quero chegar na frente, eu apenas quero chegar de mãos dadas com aqueles que me são caros e que deixam minha estrada mais colorida, florida e perfumada. Para chegar e conseguir estabelecer passos mais ritmados tive que aprender a dizer NÃO. Mas isso já é tema para outra postagem. Aguardem!

Até a próxima postagem e caminhando com ritmo cadenciado.

Luciana Corrêa by Vitrine Mulher

Postado por Luciana Corrêa      Uma pessoa comentou essa postagem

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