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Blog 28/01/2013Categoria(s):   Comportamento e reflexões  

Tragédia em Santa Maria, até onde todos nós brasileiros somos responsáveis?

Hoje nossa nação está em luto. Luto pela morte de 233 jovens até agora que tiveram suas vidas ceifadas pelo destino e pela soma de fatores que levaram a um acidente com resultado mortal. Alguns dos nossos filhos se foram. Sim nossos filhos, pois o são todos os jovens do nosso país. Parte nossa, cadeia familiar brasileira, que somos responsáveis e por ele lutamos para um futuro de um país melhor e mais justo.

Mas por que a premissa que somos todos responsáveis por esta catástrofe? Porque temos uma cultura de calar, não se expor, do jeitinho brasileiro e não querer nos envolver NUNCA! Quantas vezes nos calamos frente a uma injustiça? E não precisa ir tão longe. Quantas vezes deixamos de defender um colega na escola, no trabalho, ou uma pessoa na rua que está reclamando por um direito, seja de alguém que passou na frente na fila, seja por um infrator no trânsito que não teve paciência de esperar e colocou o carro por cima de todos?

Neste momento queremos achar um culpado. Não falo aqui da responsabilidade civil dos proprietários da casa ou da banda que realizou um show pirotécnico dentro de uma caixa com 1500 pessoas, aliás, acima da capacidade permitida para o espaço em questão, comum no nosso Brasil. Quem se lembra do Bateau Mouche? Extrapolar as regras, os limites, sempre....Por que ? Porque não respeitamos as leis, porque não reivindicamos pelos nossos direitos. Somos consubstancialmente um povo acomodado. Esperamos que algum lute, que alguém faça por nós. Que nos traga pronto.

Não podemos apontar o dedo e julgar seja quem for o responsável no primeiro nível, pois se formos a fundo somos também responsáveis. Na próxima vez que alguém for injustiçado e você estiver próximo e decidir se calar lembre-se que tudo é uma cadeia e amanhã seu filho poderá estar na hora errada no lugar errado porque alguém não respeitou as diretrizes da lei de segurança e ele nunca mais voltará para casa e deitará seu rosto no travesseiro porque ele não mais existirá fisicamente, nunca mais o abraço, o beijo, a discussão, o sorriso, a intimidade.

Se quisermos ser uma sociedade evoluída temos que aprender dignamente a reivindicar e exigir que TUDO, TUDO esteja dentro da ética, moral, bons princípios, parametros eficazes e acima de tudo, com a segurança que só uma sociedade estável e inteira usufrui. Não sei quão longe estamos disso, só acho que não irei viver o suficiente para ver meu Brasil neste patamar porque não aprendemos nem temos mais a necessidade de sermos uma sociedade coletiva. Perdemos a esperança e entregamos os pontos.

Então não corra para julgar o outro sem antes se olhar no espelho e perguntar a si mesmo: Até onde meu comportamento está contribuindo para uma sociedade desajustada, sem regras, sem parâmetros de igualdade e até onde meu egoísmo junta-se a esta catástrofe no somatório da tragédia presumida?

Luciana Corrêa by Vitrine Mulher

Postado por Luciana Corrêa      3 pessoas comentaram essa postagem

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