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Blog 28/04/2013Categoria(s):   Comportamento e reflexões  

Está nascendo uma nova sociedade brasileira!

Com o advento da nova Lei da empregada doméstica a classe média terá muito o que se adaptar. Passada a fase do “como é isso? O que faremos agora?, bem como todas as reportagens e reflexões advindas deste processo justo e coerente, as famílias só tem duas opções: mudar ou mudar.

Estive pensando um pouco na minha infância e adolescência e sinceramente não vejo grandes diferenças ao tratamento as nossas secretarias do que já tínhamos. Não posso deixar de registrar que tive muitas regalias, em acordar e não forrar uma cama, já estar com o café da manha na mesa, nunca ter lavado roupa e seguindo por este caminho trilhado por todo filho da classe média que quando segue para o mundo real sofre um bocado numa fase quase enlouquecedora de ajuste e novos parâmetros do dia a dia. Mas isto é outro assunto.

Voltemos. Lembrando meus áureos tempos, lembro que nossas ajudantes tinham sim depois do almoço. seu descanso. Na infância era uma cozinheira e uma arrumadeira que diminuiu para apenas 01 assessora, quando estava na adolescência. A classe média então já começava os seus ajustes financeiros. Carteira assinada era obrigatória na minha casa, bem como férias e 13ª salário. Quanto aos membros da família que chegava depois das 19h30minh. e o jantar já estivesse sido servido e a cozinha limpa, fosse esquentar sua própria comida e não podíamos chamar mais ninguém para nos servir pois elas já tinham se recolhido para o quarto ou estavam vendo televisão na sala com a família. Depois me lembro que foi colocada uma TV no quarto da assessora. Resumindo, a LEI atual já vingava lá em casa e vejo que já tínhamos nosso próprio ritmo e respeito.

O que me espanta é o espanto das pessoas. Quando a classe média tem a oportunidade de morar fora, limpa sua casa, lava sua roupa, cozinha, ou seja faz tudo e se ajusta. Quando volta ao Brasil não pode fazer mais nada. Bi polaridade comportamental?

Não estou aqui para discutir quanto em alguns itens a Lei exacerba e coloca todos numa mesma gaiola sem ponderar algumas conseqüências do “Direto”. Tenho escutado pessoas que tinham 03 empregadas que já demitiram 02 e hoje só estão com uma, como outros casos que empregadas de 10 ou 15 anos foram colocadas para fora. Assessoras que viram os filhos destas patroas crescerem e que ajudaram na criação foram demitidas sem justa causa apenas porque teriam que ter suas carteiras assinadas. Uma vergonha e falta de humanidade. Temos hoje 60% deste contingente demitidas. Esta Lei só vai atingir quem nunca respeitou nossas colaboradoras, que iniciavam seus turnos as 06h. da manhã e só eram dispensadas as 23h. depois do chá da noite das “donas de casas” ou quando davam o jantar dos retardatários.

Mas para onde esta onda irá nos levar? Com certeza o inicio de uma nova sociedade, mais colaborativa em casa, onde filhos e maridos terão sim que dar sua contribuição e participar efetivamente dos afazeres domésticos assumindo cada um seu papel. Caberá a mulher sim equacionar isto sem querer assumir o mundo. Daqui a um ano veremos novas reflexões, com famílias mais ajustadas ao dia a dia da rotina de uma casa ou mulheres surtadas a beira de um colapso nervoso. E as que demitiram suas assessoras sem conversar e tentar achar uma adequação ao processo o meu: Que pena, você poderia ter tentando!!! Agora é para valer. Estamos quase sendo uma sociedade do primeiro mundo. Pelo menos já chegamos 10%. Faltam ainda os 90% de caminho a trilhar.

Um outro tópico que vale a pena ainda ser abordado será então a qualificação desta mão-de-obra , mas em outra postagem.


Luciana Corrêa by Vitrine Mulher

Postado por Luciana Corrêa      2 pessoas comentaram essa postagem

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